O Que é Episiotomia? Como Evitar? Deixa Cicatriz? O Procedimento Dói?

No Brasil, 90% dos partos normais realizados nos hospitais públicos utilizam a técnica de episiotomia para facilitar a chegada do nenê.

Esse procedimento é considerado quase uma violência obstétrica, pois muitas mulheres sofrem com as consequências e tem suas vidas sexuais complicadas.

O que é Episiotomia?

A episiotomia é um procedimento realizado nos partos normais. É um corte cirúrgico realizado na lateral da vagina para facilitar a passagem do nenê.

Até umas décadas passadas, essa técnica fazia parte da rotina dos partos normais. No entanto, a orientação médica foi alterada por conta das consequências para as mulheres. O principal problema dessa técnica é o fato de cortar de vasos, nervos e músculos é que eles afetam a ereção do clitóris, a autoestima da mulher por conta das contratações vaginais.


Hoje, nos hospitais particulares, a episiotomia só é realizada se houver necessidade. Mas nos hospitais públicos, esse procedimento ainda é rotineiro.

um médico realizando um exemplo de Episiotomia

Quando é necessitaria?

Apesar de não fazer mais parte da rotina dos partos normais, a episiotomia é necessária em alguns casos específicos:

  • Quando o nenê está em posição sentada;
  • Caso o bebê esteja em sofrimento e precisa de um nascimento rápido;
  • Quando o médico percebe que haverá laceração grave por conta do tamanho do bebê;
  • Caso a mãe já esteja em trabalho de parto há muito tempo e fazendo força;
  • Quando é utilizado o vácuo extrator ou fórceps para ajudar no nascimento.

Quais as consequências da Episiotomia?

A episiotomia na mulher vai além do corte físico. Ela provoca algumas consequências como cicatrização muito dolorida e demorada, demora no retorno da vida sexual e redução da autoestima.

Vale lembra que a recomendação para os obstetras é não realizar o corte mais profundo para evitar possíveis complicações.

Complicações de uma Episiotomia mal feita ou aberta

Como já vimos anteriormente, a episiotomia não deve ser feita em todas as ocasiões. Esse procedimento deve ser realizado somente em situações específicas já explicadas acima.

Essa intervenção mal feita ou aberta pode causa diversas complicações como:

  • Incontinência urinária ou fecal;
  • Infecção bacteriana
  • Corte mais extenso e profundo;
  • Inchaço, sangramento e dor demasiada;
  • Redução do nível de satisfação sexual;
  • Abertura dos pontos.

Deixa alguma cicatriz?

A cicatriz vai depender do tipo de pele e cicatrização que cada pessoa tem. Caso a episiotomia tenha sido feita por um médico muito experiente, o corte ficará muito pequeno. A cicatriz será muito discreta e quase imperceptível.

Como é a recuperação da Episiotomia?

A recuperação da episiotomia é lenta e precisa ser levada à sério.

Muitas mulheres sentem dores de uma semana há um mês, dependendo qual foi profundidade do corte. Pontos, ligamentos e articulações ficam muito doloridos.

Seguem algumas dicas para ajudar a recuperação da episiotomia de forma mais rápida e eficaz:

  • Mantenha a região limpa para evitar infecções;
  • Use almofadas especiais com furo no meio (como aquelas das hemorroidas) para evitar a pressão sobre área com corte;
  • Ao urinar, lave a região com água morna para aliviar a ardência;
  • Fazer compressas geladas a cada 20 minutos;
  • Trocar absorventes sanitários a cada vez que se dirigir ao banheiro;
  • Verificar com o médico a possibilidade de usar spray anestésico e antisséptico para melhorar a cicatrização e aliviar a dor;
  • Não fique sentada por horas contínuas para evitar piorar a dor no períneo;
  • Ao evacuar, procure limpar de frente para trás para evitar que germes entre na vagina.

Como evitar?

um caso exemplo de Episiotomia

Para as mulheres que decidiram pelo parto normal, é fundamental conversar com obstetra nas consultas de pré-natal, a necessidade de fazer a episiotomia.

Muitos médicos preferem não decidir sobre o assunto com antecedência. Eles preferem aguardar os acontecimentos durante a hora do parto.

No entanto é recomendável conversar com médico e pedir algumas dicas que podem ajudar a evitar a episiotomia.

Veja algumas dicas que muitos obstetras sugerem à suas pacientes para evitar episiotomia:

  • Realizar massagem no períneo a partir das 34 semanas de gravidez, de uma a duas vezes por semana. Essa massagem ajudará o relaxamento dos músculos da região e reduzir a dor pós-parto.
  • Faça exercícios para fortalecer os músculos do assoalho pélvico. Há aparelhos próprios como balão inflado.
  • Fique em posição ereta para que a gravidade ajude no trabalho de parto.
  • Aplicar técnicas de relaxamento na hora do trabalho de parto.

Episiotomia X Laceração

Em muitos partos normais, a cabeça do bebê pode causar lacerações, mínimas até graves. As chances de uma mulher sofrer algum de laceração no parto normal depende de vários fatores:  tamanho do bebê, elasticidade do períneo, se a mulher já teve outros partos normais. Muitas lacerações não precisam nem ser costuradas.

Outras chegam a atingir regiões como uretra, reto, clitóris, esfíncter e isso pode causar grandes problemas as pacientes. Para evitar esse tipo de laceração, é indicado a episiotomia.

Tanto a laceração quanto a episiotomia podem causar dores intensas. Vai depender do tamanho da incisão. Quanto maior o corte, mais quantidade de pontos serão necessários e atrairá mais dor no pós-parto.

É preciso levar em consideração a necessidade ou não de fazer episiotomia. O importante é que o parto seja o mais saudável possível.

Pergunta dos leitores

A Episiotomia dói?

Em geral, o procedimento não dói. Se a mulher não estiver sob efeito de anestesia, o obstetra pode optar por aplicar um anestésico local, antes de fazer o corte. Por conta dos tecidos e músculos estarem muito esticados no momento do parto, o corte é muito rápido. A sutura no corte deve ser feita após toda placenta ter saído sob anestesia. Caso a mulher sinta algum tipo de dor, deve avisar imediatamente o médico.